segunda-feira, 21 de junho de 2010

aqui estou... :)

pois é de facto não apreciava a obra e muito menos a pessoa, pelo que relativamente ao ocorrido não me merece muitas palavras...

o fim de semana já é curto, agora com esta actividade ao sábado fica muito pequeno, mas vá é só um mês, hei-de sobreviver apesar das companhias... confesso que ultimamente tenho levado umas lições sobre confiança na espécie humana... nunca é tarde para aprender, o pior é que sei que vou continuar a partilhar o meu dia-a-dia como se nada fosse e não queria. não queria mesmo. apetece-me dizer definitivamente que tou farta. mas será que devo pôr, acima do normal convívio, as minhas desilusões e a minha falta de paciência com a hipocrisia alheia? o que é mais importante? devo fazer-me de parva, deixar passar as coisas sem dizer nada vezes e vezes sem conta ou devo dar finalmente um murro na mesa. tou sem paciência. ou melhor sou uma pessoa sem paciência, mas acho que guardo a minha impaciência cá dentro e o que devia fazer estragos fora faz em mim... é como se tivesse bombinhas de carnaval e em vez de as atirar na rua deixo-as rebentar no meu bolso. não quero ser assim. tou farta de ser a pessoa com quem se convive bem porque evita sempre os conflitos. não quero ser sempre eu a evitar conflitos. não quero! mas não sei se consigo mudar isto...

de resto tudo mais ou menos na mesma... há dias em que me sinto bem comigo e com as minhas circunstâncias, de consciência tranquila por dar o que dou por ter o que tenho por ser o que sou. há dias em que acho que tenho feito tudo errado e me apetece mudar a minha vida. (hoje ainda não sei bem que tipo de dia é). cada vez mais tenho a certeza que viverei sempre na incerteza. mas não vivemos todos? não temos todos a sensação de que se lá atrás tivéssemos feito outras escolhas as coisas hoje seriam diferentes? e se fossem diferentes será que seriam melhores? não sei... e resigno-me com a certeza que nunca vou saber.

apetece-me estar em paz comigo e com o mundo. acho que às vezes o que quero, mais do que ser feliz, é ter paz de espírito. é estar serena. é sentir que estou a fazer o melhor que posso. nem sempre estou, sei que neste momento não estou. mas quero passar a dar o meu melhor. pode ser que amanhã seja o dia.

entretanto deixo aqui uma musiquinha viciante, não ouvia há séculos e agora não consigo parar de a ouvir.

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