terça-feira, 21 de setembro de 2010

um ano para mim também...

amanhã faz um ano... para mim não mudou muita coisa, ou, pensando melhor, mudou o que estava à espera. nada de mudanças profundas, ainda que, visto de fora, possa parecer muito. para haver mudanças radicais, daquelas que conseguimos claramente identificar, é preciso uma certa predisposição para a coisa... e não sei se queria muita mudança, não sei se queria coisas novas. acho que queria. bem não sei!!!!... olhando para trás tenho a sensação de ter havido mudanças suaves. se calhar o mais difícil foi essa decisão de mudar, depois o acto em si foi relativamente pacifico (?!?)... ou será que tenho sempre esta capacidade de, colocadas as coisas em perspectiva, torná-las suaves à minha memoria? não sei, talvez seja isso, talvez não seja...

há um ano, de todas as informações que me foram dadas só uma me fez tremer, só uma me paralisou, só uma desejei ardentemente ter percebido mal... como nada é dito de forma clara tive de interpretá-la. até hoje não se concretizou, mas o meu corpo gela de pensar que a qualquer hora, a qualquer dia isso pode acontecer... é daquelas coisas que, não nos sendo ditas claramente, temos medo de as ler nas entrelinhas, temos medo de partilhar, temos medo de acreditar... rezo para que nada disto tenha validade, para que nada disto seja de fiar. porque, a ser verdade, terei um dia de enfrentar a dor maior... e amanhã faz um ano. e se nos primeiros dias chorei a pensar nisso. não dormi a pensar nisso. com o passar do tempo fui acreditando que não acreditava em nada e, de tanto querer, há muitos dias que consigo esquecer... mas amanhã faz um ano, e eu vou ter de voltar a convencer-me que isto é tudo brincadeirinha. que foi tudo uma aventura de duas amigas ansiosas por conhecer o futuro. mas, na verdade, eu tenho medo desse futuro. tenho medo. e choro. e não o quero. pelo menos não o quero assim.

enfim já passou um ano...

olho agora para o pequeno ser que está deitado a meus pés e ela aquece-me o coração, esta pequena Vi... o meu coração acalma quando percebo a dedicação, a obediência, a fidelidade, e emociona-me o gemido por um dono que se ausentou dois dias. é bom saber que o amor também pode ter esta forma, peluda.
acertei nesta escolha. e olhando para ela a roer uma garrafa, faz-me voltar a pensar no que me foi dito: que teria um filho este ano, não tive... ou será que tenho? sei que não é a mesma coisa, e nem gosto de comparar, mas é um amor grande, e um amor que me pede tão pouco. vive cá há 3 semanas e já é tão forte a sua presença na minha vida..
agora, enquanto escrevo, veio deitar-se com a patinha em cima do meu pé, não precisa que lhe fale, não me pede festinhas, não exige nada, para ela a minha presença chega e, também nisso, me identifico com ela. quantas vezes não quero nada, não peço nada, só preciso de uma presença silenciosa, da certeza que há sintonia, sem ser preciso palavrear. às vezes, hoje, a presença dela chega, é quanto basta para acalmar um coração que palpita...

Registar que fico muuuuuuuito feliz por, olhando para trás, perceber que aquele dia 19/09/2009 foi, para ti, o inicio de muitas mudanças... tás no bom caminho piquinha!!! forçaaaaaaaaaaaa :)

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